Comerciantes do Centro de Teresina realizaram, na manhã desta sexta-feira (7), uma manifestação para cobrar o reforço da segurança pública diante do aumento dos furtos e arrombamentos registrados na região. Durante o ato, os lojistas exibiram cartazes e pediram providências das autoridades para conter a criminalidade que, segundo eles, tem causado prejuízos frequentes aos estabelecimentos comerciais.
Um dos organizadores do protesto, o empresário Wesley Araújo afirmou que a violência tem afetado diariamente quem trabalha no Centro da capital. Segundo ele, mesmo com investimentos em câmeras, cercas elétricas e segurança privada, os comerciantes continuam sendo alvo de criminosos. Wesley relatou ainda que sua loja foi arrombada no ano passado e sofreu um prejuízo estimado em R$ 35 mil após o furto de fios e cabos, levando o estabelecimento a deixar de comercializar esse tipo de produto.

A empresária Pollyana Duarte também relatou que já foi vítima de diversos furtos e afirmou que a situação se tornou insustentável. De acordo com ela, os comerciantes têm arcado com os custos de medidas de segurança, mas alegam não receber uma resposta suficiente do poder público. Segundo a empresária, muitos estabelecimentos enfrentam dificuldades para repor mercadorias levadas pelos criminosos.
Em resposta às cobranças, o secretário municipal de Segurança Pública, coronel Wagner Torres, informou que a investigação e o combate aos crimes patrimoniais são atribuições das polícias Civil e Militar. Ele destacou, porém, que a Guarda Civil Municipal atua de forma integrada e reforçou o patrulhamento na região central desde janeiro de 2025, principalmente entre o fim da tarde e a madrugada. A Secretaria de Segurança Pública do Piauí foi procurada, mas não havia se manifestado até a publicação da reportagem.

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