Um grupo de mães denunciou dificuldades para conseguir agendar consultas no Hospital Infantil Lucídio Portella, em Teresina. As reclamações envolvem demora no atendimento, limitação no número de vagas e falta de informações sobre o funcionamento do sistema de marcação, principalmente para especialidades como psicologia e neurologia.
Entre os relatos está o de Eliza Pimenta, que afirma tentar há mais de dois meses marcar uma consulta com psicólogo para a filha sem sucesso. Segundo ela, as famílias recebem orientação para comparecer ao hospital em dias específicos para o agendamento, mas enfrentam longas filas e, muitas vezes, saem sem conseguir atendimento. A mãe relata que em outras localidades o encaminhamento costuma ser seguido pela marcação imediata da consulta.

Eliza também contou que esteve no hospital recentemente, mesmo em recuperação de uma cirurgia, na tentativa de garantir uma vaga. Segundo ela, chegou ao local ainda nas primeiras horas da manhã, mas foi informada de que não havia mais disponibilidade para o atendimento desejado. A situação, segundo o grupo, também afeta pacientes do interior do estado, que precisam viajar durante a madrugada para tentar conseguir atendimento especializado.
As mães afirmam ainda que buscaram atendimento junto à Ouvidoria da unidade, mas relatam que não receberam uma solução para o problema. Elas cobram esclarecimentos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) sobre os critérios de agendamento e pedem medidas para ampliar a oferta de consultas e reduzir o tempo de espera. Procurado para comentar as denúncias, o hospital ainda não havia se manifestado até o momento.
Com informações do Cidadeverde.com

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